Eu Livre contemplado nos Prêmios do FAC

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Em abril de 2017, o Eu Livre foi contemplado na 1ª edição dos Prêmios do FAC, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Fomos premiadas na categoria Equidade de Gêneros na Cultura, junto a outros 70 selecionados de diversas manifestações culturais do DF. Para nós, uma conquista que simboliza não apenas o reconhecimento do nosso coletivo, mas o reconhecimento das práticas tradicionais em saúde como bens culturais do nosso país.

O Eu Livre nasceu em 2011. Nos passos do caminhar, fomos guiadas a aprender e semear práticas culturais voltadas à saúde da mulher, enraizadas nas tradições que a todxs nós pertence, a partir da educação em saúde e da participação em debates e movimentos sociais. Nossas ações envolvem a parteria, o uso tradicional das ervas medicinais, cantos e rezas tradicionais, ciclos lunares, assim como medicinas milenares de outros povos, como a Medicina Chinesa e o Ayurveda. Todos esses saberes perpassam pelo feminino, pelas avós, abuelas, madres, meninas e anciãs que tem no ventre a semente das medicinas da terra.

Essa sagrada e profunda riqueza é fonte que todxs nós podemos beber, pois na genealogia de todxs há sempre uma mulher-senhora que guarda e cuida com esses conhecimentos. Nossa vivência e reconexão com a medicina popular nos trouxe a clareza de trabalhar para desconstruir conceitos patriarcais impostos pela medicina moderna e que afligiram com muito mais violência o corpo da mulher.

Ilustração: Nara Oliveira


Saúde é Cultura

Desde que nasceu o Eu Livre, não havíamos encontrado formas de participar de editais e políticas públicas da cultura no DF, que entendessem e contemplassem as práticas tracionais em saúde como bens culturais. Os Prêmios do FAC foi o primeiro edital onde encontramos com clareza abertura para a pauta e o universo em que atuamos nesses 5 anos de trabalho dentro da Comunidade do Mercado Sul de Taguatinga, assim como em vídeos e outros territórios.

Por isso, nós também queremos aqui reconhecer a postura da Secretaria de Cultura do DF em expandir a visão frente ao que é Cultura, pois o que fazemos e o que representamos não está nos palcos, mas num chão cheio de raízes que benzem, curam, aparam a vida, dão luz e nutrem a caminhada de todxs nós.

Foto: Raíssa Miah

Agradecimentos

Antes de tudo, toda gratidão à nossa Sagrada Mãe Terra, a Deus e a todos os guias e ancestrais. Agradecemos também a uma lista de imensa de parcerias e amizades. A lista é grande, perigoso pontuar, mas vamos tentar.

Sheila Dellezzopolles e Taísa Dantas, por nutrirem o embrião do Eu Livre
Dione Ferreira e Moisés Cintra, por alimentarem nossos primeiros passos
Nara Oliveira e Farid Abdelnour, pela firme parceria de sempre
Caroline Nóbrega, pela confiante presença
Ritta Pinho e Juliana Sant’Anna, pela fértil colaboração nas Prosas Paridas
Abder Paz, nosso padrinho
Angel Luis e Gabriela Cunha, pela força ativa e libertária
Victor Bernardes, pelo apoio transcendental
Mariama Santana e Valdeci Santana, por todo amor e estímulo
Ponto de Cultura Invenção Brasileira, por nos dá colo quando nascemos
Comunidade do Mercado Sul de Taguatinga, por TUDO
Parceiros da Fiocruz: Ana Schramm, Luciana Sepulveda, Raoni Machado e Felipe Medeiros
E +:
Flor Caliandra
Davi Carvalho de Mello
Mariana Campanatti
Projeto Imagina na Copa
Marianna Sampaio
Júlia Zgiet
Luciana Meireles
Daniela Lima
Lillian Pacheco
Hellen Nogueira

— Por Keyane Dias e Mariana Almeida

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